
Neste último domingo eu fui mediador de um debate sobre RPG e Educação no Workshop da MegaCorp, creio que o grupo que mais atividades fez em prol da divulgação do RPG no Brasil.
Minha função foi meramente decorativa, pois fui desnecessário. Wagner Schmidt e Renato Alves aproveitaram para falar do trabalho deles e tirar dúvidas do público presente. Mas em cada palestra dessas que eu vou, fica sempre as impressão de que o público RPGista NÃO TEM NOÇÃO NENHUMA do que é o uso do RPG na educação. E ainda tem aqueles que "engoliram" a "FASCINANTE AFIRMAÇÂO" de que esse assunto foi criado para defender o RPG. Sobre isso prefiro nem falar nada, mas vários impropérios vem a minha mente...
Lembrei de duas atividades que fizemos numa escola da Zona Sul de São Paulo. A diretora precisava de uma atividade que entusiasmasse as crianças para as aulas de sábado, e levamos uma aventura criada para o 4 simpósio RPG e educação. As crianças adorararam a aventura baseada no universo de Harry Potter, com dragões e harpias, e ainda descobriram (sim, descobriram!) como funcionam as estações do ano.

E esse tipo de atividade na escola ajuda aos professores, aos alunos e ainda divulga a prática do RPG. Então, as minha dúvidas: Por que tão poucos tentam um trabalho em escolas? E por que o RPG e educação é tão desconhecido pelos jogadores, a ponto de passarem impressões errôneas a respeito? De quem é a culpa?
Depois eu falo mais...
4 comentários:
A partir das leituras que tenho feito de teses e doutorados, alguns infelizmente apenas pelos resumos da CAPES, existe este aspecto do uso do RPG na educação que você citou, que é a aplicação para aquisição de conhecimento e/ou estímulo às práticas de leitura, pesquisa e escrita.
Há outros aspectos, talvez mais desinteressantes para a maioria dos jogadores, mas relevantes para o jogo como objeto de pesquisa, nas mais diversas áreas (conforme os resumos da CAPES, fornecido pelas instituições das pessoas tituladas).
Gostaria de poder ter ido a este evento, mas de Belém-PA é difícil!
Abração!
Gilson
Grande Gilson!
Obrigado pela visita!
Acredito que o RPG e educação,
não tomou uma forma solida ainda no campo acadêmico, por mais que tenham tantas produções maravilhosas, e vejo um grande desintere-se dos jogadores, no que chamam de "levar o rpg sério de mais".
Penso que o RPG esta sendo lentamente contextualizado na educação, mesmo tendo 20 anos de experiemento... Bom, estamos na luta Jaime.
Abração
O RPG ainda engatinha como objeto de pesquisa, são pouquíssimos anos de existência quando pensamos em outras temáticas: gênero, sexualidade, raça e etnia, currículo, formação de professores, por exemplo.
Gilson
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